
O secretário da segurança pública, Maurício Barbosa, foi afastado do cargo por 180 dias por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou duas novas fases da Operação Faroeste, deflagrada nesta segunda-feira (14) pela Polícia Federal. O Correio procurou a Secretaria da Segurança Pública, que até o momento não se manifestou. Policiais foram na manhã à sede da Secretaria da Segurança Pública (SSP), no CAB. Três carros chegaram ao local antes das 6h. Por volta das 7h30, eles deixaram o prédio com um malote. A delegada Gabriela Macedo, que é chefe de gabinete do secretário há anos, está sendo investigada por vazar informações sobre operações sigilosas, avisando antecipadamente alvos sensíveis. Ela é suspeita de avisar várias vezes ao falso cônsul Adailton Maturino sobre ações prestes a acontecer, entre outros casos. Ela também foi afastada. Segundo fontes do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a força da delegada na SSP era maior até que a do subsecretário Ary Pereira de Oliveira – que deveria formalmente ser o segundo nome na hierarquia. Os policiais lacraram o Centro de Operações e Inteligência da SSP e também a Central de Monitoramento, de onde são feitas as escutas por grupos de inteligência. Perícias serão feitas nesses locais. Outro alvo da operação é a promotora de Justiça Ediene Louzada, que atuava em Barreiras antes de ser transferida para Salvador. Ela coordenou o escritório regional do MP em Barreiras por vários anos. O grupo dela continuou próximo aos promotores da cidade, mas foi derrotado nas últimas eleições, que formou uma lista tríplice que tinha três nomes de oposição. *Ler mais.



